Diário Financeiro: Erros financeiros que já cometi: (Parte I)

Esse foi um erro muito grave, se não o erro financeiro mais grave que já cometi. O erro foi usar o cartão de crédito à vontade, sem pensar nas consequências que isso poderia me trazer.

Entre o início de 2024 e outubro de 2025, eu tinha um certo costume de usar quase tudo no cartão de crédito, muitas vezes parcelado. Em 2x, 3x ou até mais.

O que eu não sabia é que isso poderia me custar um pouco caro.

No final de 2024, comecei a ter alguns problemas de saúde e, em outubro de 2025, fui mandado embora pelo mesmo motivo.

Na época, eu tinha recebido uma rescisão de aproximadamente R$ 5.300. Foi a partir daquele momento que caiu a ficha: eu tinha cerca de R$ 2.800 para quitar só em cartão de crédito.

Tudo bem que eu estava protegido pelo seguro-desemprego e também receberia o valor do FGTS inteiro, se não tivesse usado mais de 80% dele como um empréstimo do “saque-aniversário”, que, na época, eu sacava quase todo mês.

E foi aí que eu percebi uma coisa: a gente pensa que nunca vai acontecer com nós.

A gente pensa: “Eu vou conseguir pagar no mês que vem.”

“É só mais uma parcela.”

“Quando eu receber, eu resolvo.”

“Meu salário dá conta.”

E, enquanto tudo está indo bem, realmente parece que está tudo sob controle.

O problema é que a nossa vida financeira não depende apenas do que está acontecendo hoje.

Pode acontecer uma demissão. Pode surgir uma emergência. Pode aparecer uma despesa que você não estava esperando. E, quando a renda diminui, aquelas parcelas que pareciam pequenas começam a pesar muito mais.

Foi naquele momento que eu entendi que ter crédito não significa ter dinheiro.

Eu tinha limite no cartão, mas não tinha dinheiro suficiente para pagar tudo aquilo de uma vez.

E essa foi uma das maiores lições financeiras que eu já tive.

Depois disso, comecei a olhar para o meu dinheiro de outra forma. Passei a entender que o cartão de crédito precisa ser uma ferramenta de organização, e não uma extensão da minha renda.

Hoje, quando penso em uma compra parcelada, não penso apenas: “Cabe na parcela?”

Eu penso: “Eu quero carregar essa dívida pelos próximos meses?”

Porque uma parcela pode caber no orçamento.

Mas várias parcelas juntas podem começar a controlar o seu orçamento.

Esse foi um erro que me custou dinheiro, mas também me trouxe conhecimento.

E talvez essa seja a maior função de um diário financeiro: não mostrar apenas quando as coisas dão certo, mas também mostrar os erros que nos ensinaram a fazer diferente.

Esse foi o primeiro erro. No próximo diário, vou contar o segundo.

“Me chamo Paulo Roberto Santos Da Costa, criador da Metodologia PRSC, formado em Assistente Financeiro em Maio de 2026 pelo Instituto Federal do Rio Grande do Sul e recém formado no curso de Assistente de Administração Financeiro.”

Publicado por Paulo Costa

— Formado em Assistente Financeiro; — Estudante de Educação Financeira e Administração Financeira com curso complementar Assistente de Tesouraria

Deixe um comentário